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Campanha ressalta benefícios de parar de fumar e exame que detecta o câncer de pulmão

Muitas pessoas sabem que o tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima o surgimento de 28.220 novos casos de câncer de pulmão em 2016. Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia lançam uma campanha em todo país que traz dois enfoques: os benefícios imediatos para quem deixa de fumar e o novo aliado do diagnóstico precoce – a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD).

“Além de informar que não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença, nosso objetivo é estimular que o tabagista deixe de fumar o quanto antes, já que as vantagens à saúde têm início 20 minutos após ele tomar esta importante decisão”, explica Leonardo Brand, cirurgião torácico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica.

O especialista explica que quando a pessoa para de fumar, o corpo reage de forma quase que instantânea. Em 20 minutos a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis normais. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue chegam aos valores normais e o nível de oxigênio aumenta. Em 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. Em 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

“A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Em 15 anos, podemos dizer que os riscos são praticamente iguais aos de uma pessoa que não fuma. Vale à pena parar de fumar! ”, enfatiza Brand.

Exame

Outro ponto que a campanha destaca é que agora a medicina conta com um poderoso aliado na identificação do câncer de pulmão, que permite o diagnóstico precoce e exerce papel fundamental para a cura da doença. É o chamado rastreamento do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD). “Podemos comparar o papel deste exame ao da mamografia para o câncer de mama, tamanha sua importância. Precisamos difundi-lo e torná-lo regular para o grupo de risco”, argumenta o cirurgião.

Disponível na maioria das Unidades de Medicina Diagnóstica do país, a TCBD é o exame mais indicado como método de rastreamento para o câncer de pulmão. Devido a sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas, que compõe o grupo de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão. Além disso, a

TCBD também detecta outras doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo de manifestarem qualquer sintoma.

Leonard Brand informa que devem fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD, fumantes com carga tabágica (exposição do indivíduo ao tabagismo) maior ou igual a 30 maços ano (número de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

“Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade, de até 20%, por câncer de pulmão, o que é um avanço extremamente importante e animador”, explica.

Resultados

Para avaliar os resultados deste tipo de exame é necessária uma equipe interdisciplinar composta por radiologista, patologista, pneumologista, oncologista e cirurgião torácico, todos com experiência em doenças do tórax, para orientar a conduta médica por meio da interpretação dos resultados anormais da TCBD em cada paciente.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber qual o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O Pet-CT também pode ser muito útil no estadiamento do Câncer de Pulmão.

Existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes.

Tratamento

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. Segundo Leonardo Brand, a indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento do tumor, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

A oncologista Clarissa Mathias, do Núcleo de Oncologia da Bahia – NOB, explica que muitas vezes, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas após a cirurgia para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. A combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos é a imunoterapia. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, finaliza.

Sinais de alerta

Dra. Clarissa Mathias explica que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como:
– Tosse;
– Falta de ar;
– Escarro com sangue;
– Dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

A recomendação é que caso a pessoa apresente um dos sintomas, procure imediatamente um médico.

A CAMPANHA: E SEU EU PARAR DE FUMAR

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica com o apoio da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia encabeçarão a campanha ‘E seu eu parar de fumar’, voltada à conscientização da sociedade sobre a importância de parar de fumar.

O Instituto Oncoclínicas, o Grupo Oncoclínicas e as clínicas serão os apoiadores institucionais em todo o Brasil.

A campanha traz uma mensagem positiva onde aborda pontos que conscientizam ao fumante das vantagens de se romper o hábito de fumar.

Em uma linha cronológica progressiva, a campanha temporiza as mudanças na saúde do ex-fumante. Vinte minutos após parar de fumar, a pessoa terá a pressão arterial, a frequência do pulso e a temperatura nas mãos e nos pés são normalizadas. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue chegam aos valores normais e o de oxigênio aumenta.

Em 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui.

A linha do tempo mostra os benefícios até os 15 anos após parar de fumar, onde os riscos de desenvolver câncer de pulmão pode igualar-se ao dos não fumantes.

A campanha estará fortalecida nas redes sociais, através do Facebook. Para garantir engajamento e interatividade dos usuários, a campanha prevê uma calculadora da vida, que mostra o que você poderá conquistar, se parar de fumar.

A campanha entrará no ar dia 22 de agosto e terá seu auge em 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo.

7ª Conferência Latino-americana sobre Câncer de Pulmão

De 25 a 27 de agosto, acontecerá na cidade de Panamá, a 7ª Conferência Latino-americana sobre Câncer de Pulmão, organizada pela Associação Internacional para Estudos de Câncer de Pulmão.

Neste evento, serão apresentados o que há de mais atual sobre a área, antes da 17ª Conferência Mundial que acontecerá em dezembro, em Viena, na Áustria.

A agenda inclui a realização de um seminário de Oncologia Torácica, previsto para dia 24 e contemplará um workshop prático que será dirigido especificamente a um grupo limitado de especialistas de todas as disciplinas relacionadas ao manejo do câncer de pulmão.

Os oncologistas clínicos, Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia – CPO e Clarissa Mathias, do Núcleo de Oncologia da Bahia – NOB, ambos do Grupo Oncoclínicas, participarão da programação científica.

Maiores informações: http://lalca2016.iaslc.org/

4º Simpósio Internacional Grupo Oncoclínicas

De 04 a 06 de novembro, acontecerá em São Paulo, a 4ª edição do Simpósio Internacional do Grupo Oncoclínicas. O evento reúne mais de 700 médicos especialistas com interesse nas áreas de câncer de mama e ginecológico, gastroinstestinal, geniturinário, melanoma e sarcoma, pulmão e hematologia.

Uma das principais salas de discussão será focada em câncer de pulmão e reunirá os principais nomes da cirurgia torácica, pneumologia e oncologia do Brasil e do mundo.

Já estão confirmados especialistas do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado a Harvard Medical School.

Maiores informações em breve no site: www.grupooncoclinicas.com

– Esse release tem por objetivo balizar as assessorias de imprensa regionais, para o desenvolvimento de material próprio, com alinhamento entre médicos especialistas locais, indicados como porta-vozes pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Grupo Oncoclínicas.

http://www.sbct.org.br/campanha-ressalta-beneficios-de-parar-de-fumar-e-exame-que-detecta-o-cancer-de-pulmao/

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