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Bronquectasias são áreas dentro do pulmão que possuem tecido necrótico decorrente de inflamação crônica. A principal causa é infecção pulmonar grave ou de repetição. Outras condições como doenças infecciosas (sinusite crônica) ou más formações pulmonares também podem causar bronquectasias.

 

Os principais sintomas são tosse com ou sem catarro e dispneia. Da mesma forma que infecções pulmonares podem causar bronquectasias, as mesmas também podem causar infecções pulmonares de repetição, gerando um ciclo vicioso.

 

O tratamento consiste em uma abordagem multiprofissional envolvendo pneumologista, cirurgião torácico e fisioterapeuta. Eventualmente, quando as medidas conservadoras já não surtem mais efeito, há necessidade de ressecção pulmonar para ressecar as áreas afetadas.

Derrame pleural significa líquido acumulado na cavidade pleural. Há uma variedade de causas, desde as infecciosas, passando por derrames relacionados a tumores, traumas torácicos, sangramento, causas cardíacas, renais e reumatológicas. Eventualmente não é possível identificar uma causa específica.

 

O sintoma mais comum é falta de ar, mas também pode haver dor torácica ou tosse. Alguns casos o paciente realiza um RX de rotina e diagnostica um derrame pleural volumoso antes que ele cause sintomas.

 

A investigação inicia com uma toracocentese. Após análise do líquido é possível determinar a causa e se há indicação de cirurgia para evitar a recidiva. É comum indicarmos cirurgia para os chamados derrames neoplásicos, quando o derrame está associado a algum tipo de tumor. Neste caso a cirurgia visa realizar uma pleurodese com talco estéril.

 

A cirurgia é realizada sempre por vídeo, sendo um procedimento rápido, seguro e eficaz.

É um tipo de derrame pleural onde o líquido que preenche a cavidade pleural é purulento. Geralmente é consequência de uma pneumonia grave.

 

Sintomas são falta de ar, dor torácica e febre.

 

O tratamento inicia com antibióticos, mas deve ser complementado com pleuroscopia ou alguma outra forma de drenagem (toracostomia ou pleurostomia). Casos mais complicados podem requerer cirurgia aberta para retirada manual do material mais aderido ao pulmão.

 

Após uma abordagem envolvendo tratamento clínico, cirúrgico e acompanhamento fisioterápico, o paciente pode se recuperar plenamente retomando sua vida normal em algumas semanas.

Estenose de traqueia é um estreitamento decorrente de períodos de intubação prolongada na grande maioria dos casos. No entanto, períodos de intubação mais curtos também podem, eventualmente, ocasionar estenose.

Os sintomas costumam ser estridor traqueal e dispneia progressiva após um período de internação com necessidade de intubação.  Eventualmente ocorrem situações graves com evolução para parada respiratória.

O diagnóstico requer uma broncoscopia flexível, e o tratamento envolve broncoscopias para dilatações de traqueia, colocação de stents, ou mesmo cirurgia (traqueoplastia).

É uma comunicação entre o esôfago e a traqueia, onde os alimentos ingeridos acabam indo para os pulmões ocasionando tosse, sufocamento e pneumonias de repetição. Geralmente é resultado de intubações prolongadas, traqueostomias prolongadas, trauma, e cirurgias esofágicas.

Seu tratamento é complexo envolvendo suporte nutricional especializado, broncoscopias e cirurgia.

A hiperidrose localizada é o suor excessivo em determinadas partes do corpo. É um problema muito mais comum do que as pessoas pensam existir, e que gera muito desconforto e constrangimento, podendo trazer sérios prejuízos para a vida pessoal e profissional. É mais comum em mulheres jovens, e os sintomas costumam surgir já na infância, exacerbando-se em situações de estresse ou épocas mais quentes do ano. No entanto, homens também podem apresentar sintomas.

 

Com a popularização da cirurgia corretora (simpatectomia), podemos observar uma maior procura de pessoas de mais idade que não tinham conhecimento da possibilidade de cura cirúrgica, ou que demoraram um pouco mais para aceitar a cirurgia. Via de regra, esses pacientes já apresentavam os sintomas há décadas.

 

Algumas vezes os sintomas são tão importantes que chega a afetar a parte psicológica do paciente, determinando isolamento social, comprometimento afetivo e baixa autoestima.

 

Existem várias modalidades terapêuticas envolvendo cremes dermatológicos, aplicação de Botox® e medidas de alteração de estilo de vida, como técnicas de relaxamento e exercícios. No entanto, é consenso entre os diversos profissionais que lidam com este problema que o tratamento mais eficaz é a simpatectomia por vídeo.

 

Atualmente é possível realizar a cirurgia com incisões diminutas, quase imperceptíveis, com resultados extremamente satisfatórios. Os efeitos são imediatos e definitivos. O tempo de internação costuma ser de um dia, podendo em algumas ocasiões ser ambulatorial. A recuperação é rápida, e normalmente o paciente retoma suas atividades normais em alguns dias.

 

Outras condições como rubor facial e distrofia simpática reflexa também podem ser tratadas cirurgicamente através de simpatectomia.

É uma doença autoimune caracterizada pela produção exagerada de anticorpos que atacam e destroem os receptores de acetilcolina, substância neurotransmissora responsável pela passagem do estímulo nervoso aos músculos. Desta forma o paciente apresenta fraqueza muscular progressiva, geralmente iniciando pelos músculos oculares, com queda de pálpebra (ptose) e fraqueza nos ombros e membros superiores.
 
Apesar de ser uma doença com muitos aspectos ainda desconhecidos, é mundialmente reconhecido que um dos principais locais de produção desses anticorpos seja o timo.
 
O manejo inicial e a investigação normalmente começam com o neurologista, que descartará ou confirmará outras patologias similares à miastenia. Uma vez diagnosticada a miastenia, inicia-se um tratamento clínico com imunossupressores. Conforme a evolução, o paciente pode ser avaliado com vistas à timectomia (ressecção do timo), sendo esta uma modalidade terapêutica altamente eficaz e segura.
 
A ressecção pode ser aberta ou por vídeo, mas atualmente a timectomia por vídeo tem sido realizada como rotina.

É uma condição clínica caracterizada por dor e formigamento nos membros superiores quando estes são elevados ou em determinadas posições cervicais. Deve-se à compressão dos nervos que saem do pescoço em direção aos membros superiores na altura das clavículas. Em algumas ocasiões o RX demonstra uma costela cervical anômala supra-numerária.

 

Os sintomas apresentam-se de formas variáveis e dependem do tempo que o paciente leva para procurar avaliação. Os sintomas podem ser unilaterais ou bilaterais. Casos mais graves podem apresentar comprometimento vascular devido à compressão arterial ou venosa, com alteração de coloração dos braços, edema e atrofia muscular. Esses casos estão diretamente relacionados com o tempo de duração dos sintomas.

 

O tratamento inicial inclui fisioterapia, mas a cirurgia para ressecção da primeira costela com liberação da musculatura cérvico-torácica (músculo escaleno anterior) constitui o tratamento mais eficaz. Quando houver comprovação radiológica de costela cervical anômala, a mesma é ressecada em conjunto.

 

A cirurgia pode ser realizada aberta ou por vídeo. Embora a técnica por vídeo esteja sendo cada vez mais utilizada, ambas possuem vantagens e desvantagens, que devem ser discutidas com o cirurgião torácico.

Uma condição clínica geralmente causada por algum tipo de tumor que envolve a veia cava superior, ocasionando edema de membros superiores, edema de face e turgência de vasos superficiais do pescoço e da parede anterior do tórax. Casos extremos cursam com falta de ar importante com sensação de morte iminente.

 

Essas condições costumam ocorrer em regime de urgência/emergência e devem ser diagnosticadas cirurgicamente para que se possa orientar o tipo ideal de tratamento, que normalmente é clínico. Um dos recursos mais utilizados neste contexto é a mediastinoscopia.

Fraturas e contusões torácicas são eventos comuns que acometem trabalhadores expostos a situações de risco (trabalho em andaimes, obras, construção civil) e pessoas com estilo de vida dito “radical” (esportistas radicais, motociclistas, adeptos de trilhas, esportes náuticos ou de velocidade).

 

Fraturas de costelas, esterno, escápulas e clavículas podem estar associadas com lesões pulmonares e cardíacas graves que não se manifestam em um primeiro momento, devendo ser criteriosamente avaliadas. Eventualmente a fratura de uma ou mais costelas pode requerer fixação e realinhamento cirúrgico com barras de metal e fios cirúrgicos.

 

O surgimento de derrame pleural associado a trauma torácico requer na maioria das vezes a realização de pleuroscopia para avaliar eventuais sangramentos pleurais ou infecções.

 

O trauma torácico com contusão pulmonar grave pode evoluir para intubação prolongada com longos períodos de intubação, sendo indicada traqueostomia que pode ser convencional ou percutânea (menos mórbida).

A tuberculose é uma doença extremamente prevalente no Brasil, e no Rio Grande do Sul isto não é diferente. Admite-se que a grande maioria da população brasileira contenha o bacilo causador latente em algum local do corpo, tendo em vista que a doença não compromete somente os pulmões (pode ocorrer nos ossos, no cérebro, nos intestinos e até mesmo na bexiga). Em determinadas situações de imunossupressão ou estresse a doença é “reativada” tendo indicação de tratamento com tuberculostáticos.

 

Embora a tuberculose seja uma doença essencialmente clínica, é muito comum o paciente necessitar algum tipo de procedimento cirúrgico para diagnosticar ou tratar eventuais sequelas.

 

Casos que se apresentem com derrame pleural, é importante considerar a realização de uma toracocentese com biópsia de pleura para um diagnóstico mais preciso. Alguns casos pode ser necessária a realização de pleuroscopia. Pacientes que tenham diagnóstico de tuberculose recente e que apresentem lesões pulmonares complexas podem ser candidatos à ressecção das mesmas para descartar presença de tumores concomitantes ou prevenção contra sangramento respiratório (hemoptise).

 

Alguns casos suspeitos de tuberculose pulmonar demoram mais a serem diagnosticados, ou por ausência de escarro, ou por incapacidade do paciente em realizar uma coleta de escarro adequada. Nesses casos a broncoscopia flexível pode confirmar o diagnóstico propiciando um tratamento mais eficaz e seguro.

São tumores que acometem as costelas, músculos intercostais ou o osso esterno. Costumam ocorrer em pessoas mais jovens (crianças e adolescentes inclusive), e se manifestam por um abaulamento visível ou palpável recentemente em qualquer local da parede torácica. Quando sintomático, a dor torácica é o mais comum.

Os tumores podem ser primários (sarcomas) como podem ser metástases de tumores originados em outro local do corpo. Não é raro diagnosticarmos metástases de parede torácica antes de identificar um outro tumor primário, como por exemplo, de tecido sanguíneo.

A avaliação requer essencialmente cirurgia aberta, tanto para diagnóstico como para tratamento. Eventualmente podemos indicar uma punção da lesão inicialmente.

Tumor de pulmão é considerado o tipo de tumor que mais mata no mundo, considerando ambos os sexos(1). No Brasil, 11,7% das mortes por tumor se devem ao tumor de pulmão. O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com a maior taxa específica: 27,9% das mortes por tumores se devem ao tumor de pulmão(2).

Dentre os diversos subtipos de tumores de pulmão destacam-se os quatro mais comums: adenocarcinoma, epidermóide, grandes células, e pequenas células. Homens e mulheres são afetados em proporções similares, sendo mais comum a partir dos 50 anos. Os sintomas costumam ser falta de ar, tosse, escarro sanguinolento e dor torácica. Outras manifestações inespecíficas podem ocorrer, como fadiga, perda de peso e fraqueza.

Dependendo do subtipo e do estágio em que diagnosticamos a doença, é perfeitamente curável com cirurgia. Para definir qual a melhor estratégia terapêutica, de acordo com os resultados das tomografias pode-se realizar procedimentos como broncoscopia flexívelpunções percutâneasmediastinoscopia, e mediastinotomia.

A cirurgia por vídeo é indicada para boa parte dos casos, e já é uma realidade no nosso meio, sendo realizada de forma rotineira nos principais hospitais. A abordagem adequada (se cirurgia aberta ou por vídeo) deverá levar em conta aspectos como tamanho do tumor, estágio da doença, e proximidade com demais órgãos torácicos. Essa decisão deve ser discutida com o cirurgião torácico para que a proposta cirúrgica alie eficácia com segurança, tentando preservar o aspecto estético

Pectus é uma má formação congênita da parede torácica que compreende basicamente dois tipos: pectus excavatum, e pectus carinatum.

O pectus excavatum é mais comum. Caracteriza-se pelo “afundamento” do osso esterno. Não costuma apresentar sintomas, e não implica em danos aos órgãos intratorácicos mesmo nos casos mais graves. É muito raro haver sintomas. A indicação cirúrgica é essencialmente estética, e é possível realizá-la ainda na adolescência.

A cirurgia aberta ainda é mais utilizada pelos cirurgiões torácicos, com excelentes resultados estéticos. A técnica de Nuss, que utiliza o recurso do vídeo, também é utilizada em determinados casos, já sendo disponível no nosso meio.

O pectus carinatum caracteriza-se pela protrusão anterior do osso esterno. É popularmente conhecido como “peito de pombo”. Também não costuma causar sintomas, e a indicação cirúrgica também é estética.

Ambas as cirurgias são realizadas de forma rotineira com excelentes resultados. O tempo de internação varia, mas costuma ser de 5 dias. A recuperação domiciliar é um pouco demorada, mas em cerca de 10-15 dias é possível retomar as atividades normais.

Ocorre quando há uma ruptura do tecido pulmonar, geralmente no local de uma bolha, deixando extravasar ar inspirado para o espaço pleural. Costuma ocorrer em pacientes jovens, magros e altos. No entanto, qualquer pessoa pode apresentar pneumotórax, principalmente pacientes de mais idade com enfisema pulmonar.

 

Os sintomas são dor torácica e falta de ar. O diagnóstico é realizado através de RX, sendo inicialmente manejado com drenagem de tórax (toracostomia).

 

Uma vez controlado o evento agudo, o paciente deve ser encaminhado a um cirurgião torácico para discutir a necessidade de cirurgia para evitar recorrências. Isto é especialmente importante em pacientes que desempenhem atividades que predispõem o surgimento do pneumotórax, como mergulho, alpinismo, esportes radicais, pilotos de aeronaves, ou que realizem viagens longas com frequência.

 

A cirurgia corretora é realizada por vídeo, sendo poucos os casos onde há a indicação da técnica convencional aberta. Ambas as situações apresentam resultados excelentes, permitindo que o paciente retome suas atividades profissionais ou de lazer normalmente.

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